Deus não está morto ainda
![]() |
Como os filósofos contemporâneos argumentam em favor de sua existência.
Por William Lane Craig
Tradução: Wagner Kaba
Você pode pensar, devido à atual enchente de best-sellers ateístas, que a crença em Deus se tornou intelectualmente indefensável para as pessoas pensantes modernas. Mas uma olhada nos livros de Richard Dawkins, Sam Harris e Christopher Hitchens, entre outros, revela rapidamente que o tão chamado Novo Ateísmo carece de músculos intelectuais. Ele é alegremente ignorante acerca da revolução que tomou lugar na filosofia Anglo-Americana. Ele reflete o cientificismo de uma geração passada ao invés do panorama intelectual contemporâneo.
O alto ponto cultural daquela geração chegou em 8 de Abril de 1966, quando a revista Time publicou uma reportagem principal cuja capa era completamente preta, exceto pelas trës palavras decoradas em letras vermelhas brilhantes: “Deus está morto?”. A reportagem descrevia o movimento da “morte de Deus”, então corrente na teologia Americana.
Mas, parafraseando Mark Twain, as notícias sobre o falecimento de Deus foram prematuras. Pois ao mesmo tempo em que teólogos escreviam o obituário de Deus, uma nova geração de jovens filósofos estavam descobrindo sua vitalidade.
Na década de 40 e 50, muitos filósofos acreditavam que falar sobre Deus, visto que não se pode verificá-lo pelos cinco sentidos, é sem sentido — um verdadeiro nonsense. Este verificacionismo finalmente desmoronou, em parte porque os filósofos perceberam que o verificacionismo em si não podia ser verificado! O colapso do verificacionismo foi o evento filosófico mais importante do século XX. Sua queda significava que os filósofos estavam livres mais uma vez para cuidar de problemas tradicionais da filosofia que o verificacionismo havia suprimido.Junto com a ressurgência do interesse nas questões filosóficas tradicionais, apareceu algo completamente inesperado: o renascimento da filosofia Cristã.
O ponto de virada provavelmente surgiu em 1967, com a publicação de God and Other Minds: A Study of the Rational Justification of Belief in God (Deus e Outras Mentes: Um Estudo sobre a Justificação Racional da Crença em Deus), escrito por Alvin Plantinga. Nos passos de Plantinga, seguiram-se uma mutidão de filósofos Cristãos, escrevendo em jornais acadêmicos, participando de conferências profissionais e publicando nas melhores editoras acadêmicas. A cara da filosofia Anglo-Americana tem sido transformada, como resultado. O ateísmo, embora talvez ainda seja o ponto de vista dominante na academia Americana, é uma filosofia em retirada.
Em um artigo recente, o filósofo Quentin Smith, da Universidade de Western Michigan, lamenta o que ele chama de “desecularização da academia que evoluiu na filosofia desde os fins da década de 60.” Ele reclama sobre a passividade dos naturalistas em face da onda dos “teístas inteligentes e talentosos que estão entrando na academia atualmente.” Smith conclui, “Deus não está ‘morto’ na academia; ele retornou à vida no final da década de 60 e agora está vivo e passa bem em sua última fortaleza acadêmica, os departamentos de filosofia.”
O renascimento da filosofia Cristã tem sido acompanhada por um ressurgimento do interesse na teologia natural, o ramo da teologia que procura provar a existência de Deus sem recorrer à revelação divina. O objetivo da teologia natural é justificar uma cosmovisão teísta ampla, uma que seja comum a Cristãos, Judeus, Muçulmanos e deístas. Enquanto poucos os chamariam de provas cogentes, todos os tradicionais argumentos para a existência de Deus, para não mencionar alguns novos argumentos criativos, encontram articulados defensores atualmente..
Os argumentos
Em primeiro lugar, vamos fazer um rápido passeio por alguns dos argumentos atuais da teologia natural. Vamos conhecê-los em suas formas condensadas. Isto tem a vantagem de tornar a lógica do argumento bem clara. As estruturas dos argumentos poderão então ser desenvolvidos mediante uma discussão mais completa. Uma segunda questão crucial — qual a utilidade de um argumento racional em nossa suposta era pós-moderna — será analisada na próxima seção.
O argumento cosmológico. Versões deste argumento são defendidas por Alexander Pruss, Timothy O’Connor, Stephen Davis, Robert Koons e Richard Swinburne, entre outros. Uma formulação simples do argumento é:
1. Tudo o que existe tem uma explicação para sua existência (tanto na necessidade de sua própria natureza como em uma causa exterior).
2. Se o universo tem uma explicação para a sua existência, esta explicação é Deus.
3. O universo existe.
4. Portanto, a explicação para a existência do universo é Deus.
Este argumento é logicamente válido, então a única questão é a veracidade das premissas. A premissa (3) é inegável para qualquer um que busque sinceramente a verdade, então a questão está nas premissas (1) e (2).
A premissa (1) parece bastante plausível. Imagine que você esteja andando pela floresta e encontre uma bola transparente repousada no chão. Você iria achar bastante bizarra a afirmação de que a bola apenas existe sem nenhuma explicação. E aumentar o tamanho da bola, até que ela se torne do tamanho do cosmos, não iria servir para eliminar a necessidade de uma explicação para sua existência.
A premissa (2) pode parecer controversa a princípio, mas ela é de fato idêntica à declaração ateísta usual de que se Deus não existe, então o universo não tem uma explicação para sua existência. Além disso, (2) é bastante plausível por seu próprio mérito. Pois uma causa externa para o universo precisa estar além do espaço e do tempo e, portanto, não pode ser física ou material. Há apenas duas classes de objetos que se adequam a esta descrição: objetos abstratos como números ou uma mente inteligente. Mas objetos abstratos são causalmente impotentes. O número 7, por exemplo, não pode causar nada. Portanto, conclui-se que a explicação para o universo é uma mente externa, transcendente e pessoal que criou o universo — o que a maioria das pessoas tradicionalmente têm chamado de “Deus”.
O argumento cosmológico de kalam. Esta versão do argumento tem uma rica herança islâmica. Stuart Hackett, David Oderberg, Mark Nowack e eu temos defendido o argumento de kalam. Sua formulação é simples:
1. Tudo que tem um início tem uma causa.
2. O universo começou a existir.
3. Portanto, o universo tem uma causa.
A premissa (1) certamente parece mais plausível que sua negação. A idéia de que as coisas possam surgir sem uma causa é pior do que mágica. No entanto, é extraordinário como tantos não-teístas, devido à força da evidência para a premissa (2), têm negado (1) ao invés de concordar com a conclusão do argumento.
Os ateus têm tradicionalmente negado (2) em favor de um universo eterno. Mas existem boas razões, filosóficas e científicas, para duvidar que o universo não tenha um início. Filosoficamente, a idéia de um passado infinito parece absurda. Se o universo nunca teve um início, então o número de eventos passados na história do universo é infinita. Não apenas eta é uma idéia paradoxal, mas também levanta o problema: Como poderia o evento presente ter alguma vez chegado se um número infinito de eventos anteriores devem ter transcorrido antes?
Além disso, uma série extraordinária de descobertas na astronomia e na astrofísica durante o último século lançou uma nova vida no argumento de kalam. Agora possuímos evidências bastante fortes de que o universo não é eterno no passado, mas teve um início absoluto há 13,7 bilhões de anos em um evento cataclísmico conhecico como o Big Bang.
O Big Bang é tão extraordinário porque ele representa a origem do universo a partir de literalmente nada. Pois toda a matéria e energia, e até mesmo os próprios espaço físico e tempo, vieram a existir no Big Bang. Embora alguns cosmologistas tentaram criar teorias alternativas com o objetivo de evitar este início absoluto, nenhuma destas teorias tiveram sucesso na comunidade científica.
De fato, em 2003, os cosmologistas Arvind Borde, Alan Guth e Alexander Vilenkin foram capazes de provar que qualquer universo que está, na média, em um estado de expansão cósmica não pode ser eterno no passado, mas deve ter possuído um início absoluto. De acordo com Vilenkin, os “Cosmologistas não podem mais se esconder atrás da possibilidade de um universo eterno no passado. Não há escapatória, eles devem encarar o problema de um início cósmico.” Segue então que deve haver uma causa transcendente que trouxe o universo à existência, uma causa que, como vimos, é plausivelmente não temporal, não espacial, imaterial e pessoal.
O argumento teleológico. O antigo argumento do design continua forte hoje como nunca, defendido em várias formas por Robin Collins, John Leslie, Paul Davies, William Dembski, Michael Denton e outros. Os defensores do movimento do Design Inteligente continuam a tradição de encontrar exemplos de design em sistemas biológicos. Mas o destaque na discussão está no recém descoberto extraordinário ajuste fino do cosmos para a vida. Este ajuste fino é de dois tipos. Primeiro, quando as leis da natureza são expressas como equações matemáticas, elas contém certas constantes, como a constante gravitacional. Os valores matemáticos dessas constantes não são determinados pelas leis da natureza. Segundo, existem certas quantidades arbitrárias que são apenas partes das condições iniciais do universo — por exemplo, a quantidade de entropia.
Estas constantes e quantidades incidem em um conjunto extraordinariamente limitado de valores que permitem a vida. Se tais constantes e quantidades fossem alteradas por menos que a espessura de um fio de cabelo, o eqüilibrio que permite a vida seria destruído, e a vida não iria existir.
Destarte, pode-se argumentar:
1. O ajuste fino do universo é resultado da necessidade física, ou da sorte ou do design.
2. Ele não é resultado da necessidade física e nem da sorte.
3. Portanto, ele é resultado do design.
A premissa (1) simplesmente apresenta as opções existentes para explicar o ajuste fino. A premissa principal, portanto, é (2). A primeira alternativa, necessidade física, afirma que as constantes e as quantidades devem ter o valor que possuem. Esta alternativa é pouco recomendável. As leis da natureza são consistentes com uma ampla gama de valores para as constantes e quantidades. Por exemplo, atualmente, a candidata com melhor potencial para se tornar a teoria unificada da física, a teoria das supercordas ou “teoria-M”, permite um “cenário cósmico” de cerca de 10500 possíveis diferentes universos governados pelas leis da natureza, e apenas uma proporção infinitesimal delas pode suportar a vida.
Com relação à sorte, os teóricos contemporâneos reconhecem cada vez mais que as probabilidades contra o ajuste fino são simplesmente insuperáveis, a menos que se esteja preparado para abraçar a hipótese especulativa de que o nosso universo é apenas um membro de um agrupamento infinito e aleatoriamente ordenado de universos (i.e. o multiverso). Neste agrupamento de mundos, cada mundo fisicamente possível é concretizado, e obviamente nós podemos observar apenas o mundo onde as constantes e quantidades são consistentes com a nossa existência. É aqui onde o debate se esquenta atualmente. Físicos como o da Universidade de Oxford, Roger Penrose, lançam poderosos argumentos contra qualquer apelo a um multiverso como opção para se explicar o ajuste fino.
O argumento moral. Um número de filósofos morais como Robert Adams, William Alston, Mark Linville, Paul Copan, John Hare, Stephen Evans e outros têm defendido a teoria ética do “comando divino”, que suporta diversos argumentos morais para a existência de Deus. Por exemplo:
1. Se Deus não existe, então valores morais e obrigações objetivos não existem.
2. Valores morais e obrigações objetivos existem.
3. Portanto, Deus existe.
Valores morais e obrigações objetivos possuem o significado de valores e obrigações que são válidos independentemente da opinião humana. Um bom número de ateus e teístas igualmente concordam com a premissa (1). Dada uma cosmovisão naturalista, seres humanos são apenas animais, e a atividades que denominamos assassinato, tortura e estupro são naturais e moralmente neutras no reino animal. Além disso, se não há ninguém para comandar ou proibir certas ações, como podemos ter obrigações ou proibições morais?
A premissa (2) parece ser mais contestável, mas provavelmente será uma surpresa para a maioria dos leigos saber que (2) é amplamente aceita entre os filósofos. Pois qualquer argumento contra uma moral objetiva tende a ser baseada em premissas que são menos evidentes do que a realidade dos valores morais em si, como apreendidos na nossa experiência moral. A maioria dos filósofos, portanto, reconhecem distinções morais objetivas.
Os não-teístas irão tipicamente se opor ao argumento moral com um dilema: algo é bom porque Deus deseja, ou Deus deseja algo porque é bom? A primeira alternativa torna o bem e o mal arbitrários, enquanto a segunda torna o bem independente de Deus. Felizmente, o dilema é falso. Os teístas têm tradicionalmente abraçado uma terceira alternativa: Deus deseja algo porque ele é bom. Isto é, o que Platão chamou de “o Bem” é a natureza moral de Deus em si. Deus é por natureza amoroso, bom, imparcial e assim por diante. Ele é o paradigma da bondade. Portanto, o bem não é independente de Deus.
Além disso, os comandos de Deus são uma expressão necessária de sua natureza. Seus comandos para nós, portanto, não são arbitrários, mas são reflexões necessárias de seu caráter. Isto nos dá uma fundação adequada para a afirmação de valores morais e obrigações objetivas.
O argumento ontológico. O famoso argumento de Anselmo foi reformulado e defendido por Alvin Plantinga, Robert Maydole, Brian Leftow e outros. Deus, observa Anselmo, é por definição o maior ser concebível. Se você pudesse conceber algo maior do que Deus, então isso seria Deus. Portanto, Deus é o maior ser concebível, um ser maximamente grande. Então, como seria tal ser? Ele seria todo-poderoso, onisciente e todo-bondoso, e iria existir em todo os mundos logicamente possíveis. Então pode-se argumentar:
1. É possível que um ser maximamente grande (Deus) exista.
2. Se é possível que um ser maximamente grande exista, então um ser maximamente grande existe em algum mundo possível.
3. Se um ser maximamente grande existe em algum mundo possível, então ele existe em todos os mundos possíveis.
4. Se um ser maximamente grande existe em todos os mundos possíveis, então ele existe no mundo real.
5. Portanto, um ser maximamente grande existe no mundo real.
6. Portanto, um ser maximamente grande existe.
7. Portanto, Deus existe.
Pode ser uma surpresa saber que os passos 2-7 deste argumento são relativamente incontroversos. A maioria dos filósofos concordaria que se a existência de Deus é até mesmo possível, então ele deve existir. Então a única questão é: a existência de Deus é possível? O ateu deve sustentar a impossibilidade da existência de Deus. Ele deve dizer que o conceito de Deus é incoerente, como o conceito de um solteiro casado ou um quadrado redondo. Mas o problema é que o conceito de Deus não parece ser incoerente desta maneira. A idéia de um ser que é todo-poderoso, onisciente e todo-bondoso em qualquer mundo possível parece perfeitamente coerente. E na medida em que a existência de Deus é até mesmo possível, conclui-se que Deus deve existir.
Por que se importar?
É claro que existem réplicas e tréplicas a todos estes argumentos, e ninguém imagina que um consenso será alcançado. De fato, após um período de passividade, existem atualmente sinais de que o gigante adormecido do ateísmo foi despertado de seu sono dogmático e está de volta à luta. J. Howard Sobel e Graham Oppy escreveram grossos livros acadêmicos criticando os argumentos da teologia natural e a Editora da Cambridge University lançou o livro Companion to Atheism (Companheiro do Ateísmo) no ano passado. De qualquer forma, a própria presença do debate na academia é um sinal em si mesmo de quão saudável e vibrante é a cosmovisão teísta atualmente.
Apesar de tudo, alguns podem pensar que o ressurgimento da teologia natural em nossos tempos é apenas trabalho perdido. Não vivemos em uma cultura pós-moderna na qual apelos a tais argumentos apologéticos não são mais efetivos? Argumentos racionais pela verdade do teísmo supostamente não devem mais funcionar. Alguns cristãos, portanto, advertem que deveríamos apenas compartilhar nossas narrativas e convidar as pessoas a participarem dela.
Este tipo de pensamento é culpado de um desastroso diagnóstico equivocado da cultura contemporânea. A idéia de que vivemos em uma cultura pós-moderna é um mito. De fato, uma cultura pós-moderna é uma impossibilidade; ela não permitiria a vida de maneira absoluta. As pessoas não são relativistas quando se trata de assuntos como a ciência, a engenharia e a tecnologia. Ao invés disso, elas são relativistas e pluralistas em matérias de religião e ética. Mas, é claro, isto não é pós-modernismo; isto é modernismo! É apenas o velho verificacionismo, que sustenta que tudo o que você não pode provar com seus cinco sentidos trata-se de matéria de gosto pessoal. Nós vivemos em uma cultura que se mantém profundamente modernista.
De outra forma, como poderíamos entender a popularidade do Novo Ateísmo? Dawkins e companhia são inerentemente modernistas e até mesmo cientificistas em suas abordagens. De acordo com uma leitura pós-modernista da cultura contemporânea, seus livros deveriam cair como água na pedra. Ao invés disso, as pessoas devoram esses livros avidamente, convencidas de que a crença religiosa é tolice.
Visto por esta luz, adaptar o evangelho para uma cultura pós-modernista é agir em prol do fracasso. Ao deixar de lado nossas melhores armas apologéticas da lógica e da evidência, nós garantimos o triunfo do modernismo sobre nós. Se a igreja adotar este curso de ação, as conseqüências para a próxima geração serão catastróficas. O Cristianismo será reduzido a uma outra voz na cacofonia de vozes em competição, cada uma compartilhando sua própria narrativa e nenhuma recomendando a si mesma como a verdade objetiva acerca da realidade. Enquanto isso, o naturalismo científico continuará a moldar nossa visão cultural de como o mundo realmente funciona.
Uma teologia natural robusta pode ser necessária para o evangelho ser efetivamente ouvido na sociedade Ocidental hoje. Em geral, a cultura Ocidental é profundamente pós-Cristã. É o produto do iluminismo, que introduziu na cultura Européia a influência do secularismo que tem permeado a sociedade Ocidental até hoje. Enquanto a maioria dos pensadores iluministas originais eram eles mesmos teístas, a maioria dos intelectuais Ocidentais atualmente não consideram mais o conhecimento teológico como possível. A pessoa que seguir a busca pela razão com firmeza até o fim, será ateísta ou, no melhor dos casos, agnóstica.
Entender apropriadamente nossa cultura é importante porque o evangelho nunca é ouvido em isolamento. É sempre ouvido contra o fundo do ambiente cultural contemporâneo. Uma pessoa que cresce em um ambiente cultural no qual o Cristianismo é visto como uma opção intelectualmente viável irá apresentar uma abertura ao evangelho. Mas tanto faz pedir para o secularista acreditar em fadas, duendes ou em Jesus Cristo!
Cristãos que depreciam a teologia natural porque “ninguém vem à fé através de argumentos intelectuais são, portanto, tragicamente míopes. Pois o valor da teologia natural vai muito além dos contatos evangelísticos imediatos de alguma pessoa. É a tarefa ampla da apologética Cristã, inclusive da teologia natural, ajudar a criar e manter um ambiente cultural no qual o evangelho possa ser ouvido como uma opção intelectualmente viável para o homem e a mulher pensantes. Desta forma, isto fornece a permissão intelectual para as pessoas crerem quando seus corações forem tocados.
À medida em que avançamos no século 21, eu antecipo que a teologia natural será uma preparação crescentemente vital e relevante para que as pessoas recebam o evangelho.
Willian Lane Craig é doutor em filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em teologia da Universidade de Munique, e atualmente é professor-pesquisador de filosofia na Escola de Teologia Talbot. Escreveu vários livros, entre eles A Veracidade da Fé Cristã e Filosofia e Cosmovisão Cristã (em co-autoria), ambos publicados pela Editora Vida Nova.
___________________________
O artigo original está no endereço: http://www.christianitytoday.com/ct/2008/july/13.22.html
39 comentários para “ Deus não está morto ainda ”
Deixe um comentário
Você precisa estar registrado para deixar um comentário



1. Vitor Grando em 30 Jul 2008 às 15:46 #
bela tradução Wagner!
2. Marcus Vinicius em 30 Jul 2008 às 19:39 #
Bom artigo.
Parabéns pelo trabalho de tradução!
3. Raul Vitor em 17 Aug 2008 às 17:56 #
Excelente!
Continue com esse trabalho tão proveitoso.
Sempre que surgi oportunidade eu divulgo esse blog.
abraços!
4. Bruno Alves em 19 Aug 2008 às 19:55 #
Eu louvo a Deus pelos indivíduos que sustentam este site, independentemente da forma utilizada para tal… Precisamos, de fato, utilizar todas as ferramentas disponíveis para testificar aquilo que vem da parte do Senhor e, isto inclui também a nossa capacidade racional. É plenamente essencial que venhamos a discutir assuntos deste tipo em nosso meio.
Que Deus nos auxilie nesta caminhada para o progresso cristao!
QUE A PAZ DE JESUS ESTEJA SOBRE TODOS NÓS!
5. Ivo Salvany em 30 Aug 2008 às 22:32 #
Quando se constata o recrudescimento da eterna questão sobre se Deus
existe ou não, as teodicéias sempre se baseiam em argumentos subjetivos
e ontológicos, a maioria deles claramente criações fantásticas e fabulosas da
mente humana, mesmo por que, a teologia não é considerada uma ciência
porque não possui metodologia científica e se fundamenta na fé, revelações
e iluminações de profetas primitivos, supersticiosos e tementes das coisas da
natureza, para estes, até então, absolutamente inexplicáveis.
Se um Deus pessoal, como a Bíblia descreve, existisse mesmo, diante de tantas discussões filosóficas e
achismos teóricos, já teria aparecido em rede mundial de TV e dito a verdade
sobre ele e o universo, não precisaria de milhares de “teólogos”
de sacerdotes como seu advogado. Todos os livros sagrados são estórias
mitológicas fantásticas criadas por férteis mentes primitivas, incultas ,
tementes e ignorantes cientificamente.
6. webmaster em 31 Aug 2008 às 10:03 #
Ivo Salvany escreveu: “Se um Deus pessoal, como a Bíblia descreve, existisse mesmo, diante de tantas discussões filosóficas e achismos teóricos, já teria aparecido em rede mundial de TV e dito a verdade sobre ele e o universo”
Como você tem tanta certeza sobre o que Deus faria ou deixaria de fazer? Você tem a onisciência e sabedoria de Deus?
Ivo Salvany escreveu: “Todos os livros sagrados são estórias mitológicas fantásticas criadas por férteis mentes primitivas, incultas , tementes e ignorantes cientificamente.”
Novamente eu pergunto: como você tem tanta certeza disso?
7. Weskley Cotrim em 02 Sep 2008 às 17:45 #
É muito bem vinda a notícia de que Deus não está morto na academia. Concordo com o autor, o evangelho pode ser intelectualmente aceitável assim como o ateísmo o é.
Que Deus os abençoe.
8. Ivo Salvany em 28 Sep 2008 às 16:49 #
Ao deparamos com tantos deuses mitológicos primitivos, alguns deles violentos e vingativos, ainda adorados por inúmeras religiões, concluo que nenhum deles é o Deus verdadeiro da humanidade. Acredito que: “Deus não é espírito, nem possui semelhança do homem. Deus é tudo, nós também somos parte de Deus. Deus é esta substância quântica criadora de tudo e interconectada a todas as coisas e seres do Universo. Deus é impessoal, impassível, impressionável e insensível, é o infinito universal, imensurável e indescritível, sendo energia e matéria ao mesmo tempo, encontra-se presente em todas as dimensões e universos, e, principalmente, dentro de nós.”
9. Gustavo Lima em 16 Oct 2008 às 23:53 #
Gostaria de uma explicação de algumas coisas do texto que não entendi
1º a respeito do seguinte parágrafo
A premissa (2) pode parecer controversa a princípio, mas ela é de fato idêntica à declaração ateísta usual de que se Deus não existe, então o universo não tem uma explicação para sua existência
Como assim “se Deus não existe, então o universo não tem uma explicação para sua existência
“?
É que existem cientistas ateus que creêm na Teoria do Big Bang. Para eles Deus não existe, mas o universo tem uma explicação,que é o Big Bang.
Gostaria de saber: estou pensando errado?
Abraço!
10. webmaster em 18 Oct 2008 às 16:56 #
Gustavo, pense no é o universo: toda realidade espaço-temporal, incluindo toda matéria e energia.
Ou seja, o universo é toda matéria e energia que existe, além de todo o espaço-tempo.
Se Deus não existe, como surgiu o universo? Ok, os cientistas dizem que o universo surgiu no Big Bang. Mas como surgiu o Big Bang?
O ateu materialista é obrigado a crer que o Big Bang surgiu sem nenhuma explicação…
11. Gustavo Lima em 18 Oct 2008 às 22:49 #
Certo. Entendi. Também penso que isto esteja correto.
12. Gustavo Lima em 18 Oct 2008 às 23:20 #
Esqueci de fazer minha Segunda pergunta.
É sobre o Argumento Ontológico de Anselmo.
Cara eu já li, reli, e não entendi muito bem.
Conheci o argumento num livro e já pesquisei em outros locais na internet(aliás, o Argumento de Anselmo, que eu li, está colocado diferente do que como está acima, no artigo do Dr. Craig).
O problema é que não acho um bom argumento. Mas pode até ser por não tê-lo entendido corretamente.
Tem como você me explicar de uma forma mais simples do que está no texto?
Abraço!
13. webmaster em 19 Oct 2008 às 12:32 #
O argumento cosmológico apresentado aqui é a sua versão moderna. Ela é diferente da versão de Anselmo.
Para explicá-lo de uma forma mais acessível, seria preciso escrever um artigo sobre o assunto. Talvez possamos fazer isso no futuro.
14. ivo salvany em 20 Oct 2008 às 11:40 #
David Hume(1711-1776), foi um dos primeiros filósofos a afirmar que doutrinas religiosas e posições teológicas não podem ser justificadas racionalmente, somente através de um apelo à revelação divina, isto é, um apelo aos “livros sagrados”: Vedas, Zend-Avesta, Livro de Manu, Livro de Hermes, livro dos Mortos, Bíblia, Alcorão, etc. Hume ainda argumenta, de forma racional sistematizada, questionando o problema da inexistência de Deus, da seguinte forma:
- Deus é um ser onipotente, onisciente infinitamente bom;
- Um ser onipotente e onisciente pode eliminar todo o mal e sofrimento do mundo, e sabe como fazê-lo;
- Um ser infinitamente bom deseja eliminar todo o mal e sofrimento do mundo;
- Se Deus existe, não há mal e sofrimento no mundo;
- No mundo há mal e sofrimento;
- Conseqüentemente, Deus não existe.
15. webmaster em 25 Oct 2008 às 16:22 #
Ivo, o argumento que você apresentou é o famoso “problema do mal”. Não foi Hume quem o criou, visto que os antigos gregos já conheciam este problema.
Sobre o assunto, leia o artigo Deus, moralidade e o mal.
16. marcos em 19 Nov 2008 às 00:19 #
é vejo que o ateismo não esta bem fundamentado ,parabens pelo blog!!!!!
17. eleito em 05 Dec 2008 às 10:20 #
muito massa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
li dois livros q o Senhor me trouxe às mãos: Deus existe de Antony Flew; e A
Linguagem de Deus de Francis S. Collins, q dismistificam a queda intelectual do
teísmo, pelo contrário, enfatizam a supremacia do mesmo e a queda do ateísmo
em suas diversas formas… vejo q o Senhor Jesus está muito bem representado
mas se minha vida puder somar a de tantos filósofos e teólogos em prol do Reino
de Deus, q assim seja, pra glória de Deus!!!
ah, se já leram, o q acham dos livros… e ond acho livros de Lewis e companhia
em português…?
Graça e Paz
18. webmaster em 02 Jan 2009 às 18:44 #
Ivo Salvany, seu comentário foi apagado por violar a regra dos 600 caracteres.
19. Ivo Salvany em 03 Jan 2009 às 17:07 #
Desde que a Física Quântica, aliada com a nova ciência que estuda o microcosmo, postula que a consciência, o observador, causa o colapso da onda de possibilidades, escolhendo a realidade que está ocorrendo, pode-se fazer a pergunta: qual é a natureza da consciência? E surgirá uma resposta surpreendente. Essa consciência que escolhe e causa o colapso da onda de possibilidades não é a consciência individual do observador, em vez disso, é uma consciência cósmica. O observador não causa o colapso em um estado de consciência normal, mas em um estado de consciência anormal, ou estado alterado de consciência, no qual ele é parte da consciência cósmica. Isso é muito intrigante. Então, que é a consciência cósmica diante do conceito de Deus, do qual os místicos e teólogos falam? Nada mais que o Sensorium Dei, Cérebro de Deus, Alma do Mundo, Espírito Puro, etc? A consciência é a base do ser, e essa percepção soluciona o problema da medição quântica, e o mais importante, isso pode ser usada como base para uma nova ciência metafísica. Então, a partir desse salto conceitual, desse salto quântico perceptivo, há de se reconhecer que o modo como os espiritualistas vêem a consciência é o modo correto de se ver a consciência, ou Deus.
20. Wellington em 18 Jan 2009 às 23:11 #
Todos esses argumentos sobre a suposta existência sobre “Deus” são falhos, pois se existe um motivo inicial para o surgimento do universo como esse pode ser “Deus”? podemos substituir essa palavra pelo simples acaso… Claro que a idéia que um Deus paternal nos criou é muito mais confortável do que a idéia de termos surgidos de uma série de fatores randomicos, vindos aparentemente de uma “não-lógica”Porém, realmente vimos de uma natureza “não-lógica”, por isso as vezes é dificil entender lógicamente o porque não fomos criados por Deus, sendo que essa é uma explicação talvez “lógica” mas falha.
21. marcos em 26 Jan 2009 às 20:44 #
caro wellington sua percepção da logica e´interressante ,vivemos em um mundo saturado de logica ,avanços tecnologicos graças a lógica ,ou seja para desenvolver tecnologia presisamos de lógica desde a fabricação de uma caneta ate´uma estação espacial, agora para explicar a origem do universo vc recorre a aleatoriedade de forma evasiva ,e quer que aceitemos tal argumento ilogico, recorrer a ilogica não ajuda em nada ,tentar encotrar logica na ilogica não é lógico .
22. Umqualquer em 27 Jan 2009 às 00:24 #
Resposta ao post 12:
Gustavo,
Segue abaixo o que creio ser o argumento original de Anselmo:
“A razão tem em si mesma a idéia de um ser maior do qual nenhum outro pode ser pensado (id quo maius cogitari non potest). Ora, se tal ser existisse só no pensamento, então não seria o máximo, porque nesse caso poderíamos pensar um maior, a saber, o que existisse não só no pensamento, mas também na realidade. Por onde, a idéia de um ser máximo exige uma existência não só lógica, mas também ontológica.”
Fonte: http://www.consciencia.org/filosofia_medieval10_santo_anselmo.shtml
23. esmeralda em 27 Jan 2009 às 19:27 #
Nossa … que absurdo Deus está morto! como pode se estamos aqui
somos erdeiros de DEUS somos seus filhos ….quando estamos em
apuros … a quem recorremos! um filho nosso adoece… a medicina
não consegue alcançar seu objetivo! ai nós pedimos SOCORRO para
alguém, acima de tudo poderoso como nosso DEUS …
Ja passei por muitas provações … mas só Jesus salva e socorre.
Meu irmão… é mais facíl crer em DEUS que ser ATEU…
ABRAÇO A TODOS…
24. Jairo Sales de Barros em 13 Mar 2009 às 19:20 #
Sou estudante de fisica e gostei muito do site,me ajudiu a responder a alguns ateus do orkut.Obrigado.
25. ALESSANDRO em 13 Apr 2009 às 14:12 #
O ateismo e uma anomalia anti-natural deixe uma criança se desenvolver sem nenhum conceito estabelecido, quando esta criança atingir a maturidade, sem ser ensinada, ela reconhecera que exister um ser maior que tudo criou.
26. romano em 13 Apr 2009 às 14:27 #
[Somos produto do acaso que por acaso veio a existir] Os filhos de darwin afirmam que vieram do macaco e com ”pensamentos” como este estao me convencendo realmente que vieram dos primatas,esqueceram de desenvolver a mente.
27. leandro em 16 May 2009 às 18:04 #
sobre:”Se Deus não existe, como surgiu o universo? Ok, os cientistas dizem que o universo surgiu no Big Bang. Mas como surgiu o Big Bang?
O ateu materialista é obrigado a crer que o Big Bang surgiu sem nenhuma explicação…”
Isto mostra que você nunca pesquisou sobre teoria da origem do universo e por isso acredita que deus é a única explicação. A origem do big bang é perfeitamente explicável pela física quântica.
As respostas 23. 25. e 26 são totalmente ridículas e mostram falta de e certa prepotência. O DNA do ser humano e de um chimpanzé é 99,4% igual!
Concrdo com Ivo Salvany em tudo.
28. webmaster em 17 May 2009 às 10:50 #
leandro escreveu: “Isto mostra que você nunca pesquisou sobre teoria da origem do universo e por isso acredita que deus é a única explicação. A origem do big bang é perfeitamente explicável pela física quântica.”
e qual seria o nome dessa teoria?
29. Nivaldo em 17 May 2009 às 14:42 #
Leandro, essa sua postagem é uma falácia do começo ao fim!
È falacia pq apela à autoridade de outrem na tentativa de contornar o argumento exposto! A autoridade da ciência é viável, claro. Mas é a autoridade dela, é o conhecimento que ela produziu, e isso o torna tão gual quanto qualquer ouitra forma de conhecimento. A ciência não é dona da verdade.
É uma falácia pq apela à emoção ou capacidade do autor do argumento.
Desmonte o argumento argumentando, não dizendo que não serve…
30. leandro em 20 May 2009 às 03:01 #
Nivaldo, recomendo aprimorar sua redação.
Pelo que entendi, vc diz que ciência e fé não são concordantes. A ciência é dona das verdades que já foram comprovadas por ela, e a origem do universo está sendo desvendada fisicamente por estudos no CERN.
Digite no Google: “mecânica quântica e a origem do universo” que encontrará vários artigos que explicam detalhadamente.
Suas duas últimas frases não fazem sentido.
Galileu quase foi queimado vivo por afirmar que a Terra gira em torno do Sol. Este é apenas um exemplo de que à medida em que a ciência avança, sempre acaba subjulgando a fé.
31. webmaster em 21 May 2009 às 19:33 #
Leandro, se é tão fácil encontrar essa teoria na internet então, por favor, me apresente o nome dela, pois eu ainda não a conheço.
32. leandro em 21 May 2009 às 22:38 #
Com base nas observações do mais brilhante astrônomo Edwin Powell Hubble, o universo hoje se expande. Logo, surgiu de uma singularidade que entrou em colapso e explodiu (Big-Bang). Isto é empírico, não há como negar.
Não trata-se simplesmente uma explosão.
A origem do tempo/espaço/matéria deu-se neste momento e o motivo pelo qual a singularidade explodiu é explicado pela teoria do universo inflacionário, elaborada pelo físico Alan Guth.
Este espaço é muito pequeno para explicá-la. Portanto, peço para pesquisar sobre ela e ampliar seus horizontes no ponto de vista científico.
33. webmaster em 22 May 2009 às 10:16 #
Leandro, ninguém está negando a ocorrência do Big Bang. Pelo contrário, ele é usado como evidência em favor da existência de Deus.
O argumento cosmológico está apresentado nesta página de maneira muito resumida. Leia um explicação mais detalhada do argumento neste endereço:
http://www.apologia.com.br/?p=65
Abraço
34. leandro em 22 May 2009 às 17:13 #
Li o artigo e repito.
Dizer q o Big-bang é uma evidência em favor da existência de Deus é ridículo, uma vez que a bíblia, que é a base da fé cristã, afirma que deus criou o universo e o homem por mágica e instantaneamente em 7 dias. Como isso se encaixa nos 15 bilhões de anos do universo e 3 milhões de anos de evolução darwiniana (comprovada cientificamente)do homem nesta sua teoria?
Explicar a origem por questões filosóficas é leviano.
O fato de a ciência atual ainda não conseguir provar toda a teoria quântica, não significa que estes fenômenos físicos devam ser atribuídos à um deus criador
35. webmaster em 24 May 2009 às 11:38 #
Leandro escreveu: “Dizer q o Big-bang é uma evidência em favor da existência de Deus é ridículo, uma vez que a bíblia, que é a base da fé cristã, afirma que deus criou o universo e o homem por mágica e instantaneamente em 7 dias.”
Leandro, a questão da existência de Deus é distinta da questão da inerrância da Bíblia.
Mesmo que a Bíblia contenha erros, isso não significa que Deus não exista ou até mesmo não significa que o Cristianismo seja falso.
Para entender melhor o que estou falando, leia este artigo:
http://www.apologia.com.br/?p=55
E de qualquer forma, a interpretação literal que você citou não é a única possível. Inúmeros teólogos não crêem que essa seja a melhor interpretação para os capítulos iniciais de gênesis.
Leandro escreveu: “Explicar a origem por questões filosóficas é leviano.”
Por que leviano? A ciência não tem respostas sobre o assunto e provavelmente nunca terá. As razões estão explicitadas no texto.
Leandro escreveu: “O fato de a ciência atual ainda não conseguir provar toda a teoria quântica, não significa que estes fenômenos físicos devam ser atribuídos à um deus criador”
O mero fato de a ciência não conseguir explicar algo realmente não é razão para se invocar o divino. Mas de forma alguma este foi o argumento apresentado. Se você pensa dessa forma, então você não entendeu o texto.
36. leandro.dv em 24 May 2009 às 17:17 #
Li o artigo e discordo em alguns pontos, mas vamos manter o foco do debate na questão inicial.
Segundo o artigo “A existência de Deus e o início do universo”, deus existe, pois não é possível o infinito real.
Este argumento se contradiz, pois nesta óptica, a origem do próprio deus também deve ser explicada!
Se não é possível o infinito real, deus existe desde sempre? Como deus veio a existir?
Sobre:”A ciência não tem respostas sobre o assunto e provavelmente nunca terá”
Como isto pode ser argumento para a existência de deus?
37. webmaster em 24 May 2009 às 23:45 #
Leandro escreveu: “Segundo o artigo “A existência de Deus e o início do universo”, deus existe, pois não é possível o infinito real. Este argumento se contradiz, pois nesta óptica, a origem do próprio deus também deve ser explicada!”
Deus é eterno, mas isso não significa que ele existiu durante um número infinito de dias. Isso porque ele não é um ser espaço-temporal como nós.
Dizer que houve um número infinito de dias é o mesmo que afirmar que o tempo sempre existiu. O problema é que o tempo só começou a existir a partir do Big Bang, como os próprios cientistas afirmam.
Leandro escreveu: “Como isto pode ser argumento para a existência de deus?”
O espaço, o tempo e toda a matéria surgiram a partir do Big Bang. Pense bem: não havia matéria em um tempo anterior ao Big Bang. Por isso, o assunto está fora do escopo da ciência, visto que ela só pode pesquisar o que é material.
38. leandro.dv em 25 May 2009 às 04:34 #
Encerro aqui minha parte da discussão.
Não me contive em risadas quando li que “a ciência só pode pesquisar o que é material”. Esperava mais de você.
Minha intenção sempre foi o debate aberto, mas seus argumentos são sempre vagos, não conclusivos e sempre desviam das minhas perguntas.
Você mesmo já mostrou q sua fé não tem fundamento, pois vc admitiu que acredita no big-bang e escolhe as “partes boas da bíblia” em que acredita.
“Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda NECESSIDADE DE ACREDITAR.” Carl Sagan
39. webmaster em 25 May 2009 às 23:32 #
Leandro escreveu: “Não me contive em risadas quando li que “a ciência só pode pesquisar o que é material”. Esperava mais de você.”
Eu é que estou estupefato com essa sua afirmação. Por acaso você acredita que a ciência estuda a metafísica?
Leandro escreveu: “Você mesmo já mostrou q sua fé não tem fundamento, pois vc admitiu que acredita no big-bang e escolhe as “partes boas da bíblia” em que acredita.”
Minha fé não tem fundamento porque acredito no Big Bang? Então isso significa que para uma fé ter fundamento é necessário rejeitar o Big Bang? Desculpe-me, mas me parece que esse raciocínio não tem muito nexo.
E me mostre onde eu disse que “escolho as partes boas da bíblia em que acredito”.
Leandro escreveu: “Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda NECESSIDADE DE ACREDITAR.”
Ah tá. Eu apresento evidências, você as ignora e ainda diz que minha crença não se baseia em evidências? Quem será que tem necessidade de acreditar em algo por aqui?